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Sintomas

É provável que o REE seja pouco ou mal diagnosticado, uma vez que até 50% dos doentes que apresentam sintomas extra esofágicos não relatam os sintomas de azia e outros sintomas típicos de RGE (Paterson et al., 2001).



Sintomas



  •   Disfonia crónica ou intermitente (rouquidão)

  •   Falhas ou fadiga na voz

  •   Garganta dolorosa

  •   Escorrência nasal posterior

  •   Muitas secreções na garganta

  •   Dificuldade em engolir

  •   Obstrução intermitente das vias aéras

  •   Pieira

  •   Tosse

  •    Pigarreio

  •    Sensação de corpo estranho na garganta












































Outras manifestações / complicações



  •    Inflamação da laringe

  •    Otite média

  •    Otalgia

  •    Globo histriónico

  •    Sinusite

  •    Tosse crónica

  •    Asma

  •    Apneia do sono

  •    Necessidade de limpar a garganta

  •    Ulceras de contacto e granulomas

  •    Edema da garganta

  •     Nódulos nas cordas vocais

  •     Estenose subglótica

  •     Carcinoma da laringe

  •     Espasmo da laringe paroxístico

  •     Erosão dentária

  •     Rejeição de transplante pulmonar

Benckiser, 2013; Dettmar & Strugala, 2008; Hogan & Shaker, 2001; Orlando, 2008; Poelmans & Tack, 2005b; Westcott & Hopkins, 2004)


Embora possa surgir evidente uma associação entre a doença do refluxo gastroesofágico e as manifestações extra-esofágicas, o mecanismo não está por sua vez tão claro: alguns sintomas ou lesões devem-se à lesão directa do tecido extra-esofágico pelo conteúdo ácido gástrico refluído e outras ao reflexo esófago-brônquico mediado pelo nervo vago (Gurski et al., 2006).

Existe, no entanto, inegavelmente uma relação entre RGE e pneumopatias (Pereira, 2009).



Algumas doenças respiratórias, como asma, pneumonia aspirativa e mesmo fibrose pulmonar idiopática, são reconhecidamente condições associadas ao refluxo. Outras doenças, como DPOC, fibrose quística, bronquiectasias, entre outras, são menos comummente citadas. Esta relação entre RGE e doenças pulmonares deve ser sempre cogitada, diante de um quadro respiratório crónico persistente, recidivante e resistente ao tratamento, no qual a história sugira, fortemente, essa ligação e exista alguma confirmação através dos resultados dos exames complementares (Pereira, 2009; Poelmans & Tack, 2005a).



O RGE pode ainda manifestar-se por anemia, por carência de ferro ou, mais raramente, por vómitos com sangue. Nestes casos há lesões da mucosa. Nalguns casos poderão surgir outras complicações, como as úlceras, as estenoses e a transformação da mucosa esofágica em revestimento de tipo intestinal (esófago de Barrett).

É importante mencionar estudos que observaram alterações no ramo parassimpático do sistema nervoso autónomo em pacientes com episódios de RGE (com ou sem inflamação do esófago) e que estas alterações podem ser essenciais na patogénese do RGE. No entanto acreditam também que o componente simpático também poderá ser responsável e a sua avaliação não deve ser omitida. Como conclusão sugerem a realização de mais estudos para esclarecimento da questão levantada (Dobrek et al., 2004).​

Texto de Dra. verónica Abreu (Fisioterapeuta)

com a colaboração de Dra. Rosário Figueirinhas (Otorrinolaringologista)

Fisioterapia Respiratória, Julho 2015

valor. qualidade. conveniência.

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