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Diagnóstico

Embora as manifestações extra-esofágicas do RGE representem grupos heterogéneos de doenças, algumas caracterizações gerais podem ser feitas. Devido particularmente à grande prevalência de “RGE silencioso" na população, o diagnóstico pode ser difícil (Gurski et al., 2006).


O REE deve ser tido em consideração quando a história e a laringoscopia sugerem o diagnóstico. Uma falha de resultados/melhorias após 3 meses de alteração comportamental e supressão da acidez gástrica (através de doses adequadas de medicação inibidora da bomba de protões) dita a necessidade de exames confirmatórios (Ford, 2005).


O diagnóstico de RGE baseia-se então na avaliação dos sintomas e de exames que incluem:



•    A endoscopia digestiva alta.


•    A radiografia do esófago, estômago e duodeno.


•    A pHmetria das 24 horas – permite o registo do pH esofágico durante 24 horas (Gastroenterologia, 2013). A pHmetria-24h é o exame mais sensível para detectar a RGE e desempenha um importante papel na avaliação de pacientes com manifestações extra-esofágicas. Neste ponto, o teste empírico com medidas anti-refluxo (comportamentais e farmacológicas) pode ser útil para se estabelecer o diagnóstico(Gurski et al., 2006).


•    A impedancimetria intraluminar esofágica  - permite o registo do movimento anterógrado (transporte das substâncias ingeridas) e do movimento retrógrado (refluxo gastroesofágico) do conteúdo intraluminar esofágico através da monitorização da resistência elétrica basal da mucosa esofágica. Permite assim permite avaliar situações de refluxo não ácido (sem alterações signitificativas de pH) (Skopnik et al., 1996; Wenzl et al., 2003).


•    Manometria esofágica – avalia o trabalho dos músculos do esófago.



 

É de salientar que a impedancimetria esofágica quando associada à pHmetria (impedancipHmetria esofágica) contribui substancialmente para o melhor conhecimento da doença do refluxo gastroesofágico  e surge como o novo exame de eleição padrão-ouro para o diagnóstico do refluxo gastroesofágico (Gurski et al., 2006) (Ford, 2005).


As pessoas com RGE durante mais de cinco anos devem ser testadas para identificar a presença de um esófago de Barrett. Se esta situação for encontrada, é aconselhável a realização de endoscopias com intervalos regulares, de modo a que eventuais alterações malignas possam ser identificadas e tratadas quando o cancro se encontra nos seus estádios mais precoces.

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Texto de Dra. verónica Abreu (Fisioterapeuta)

com a colaboração de Dra. Rosário Figueirinhas (Otorrinolaringologista)

Fisioterapia Respiratória, Julho 2015

valor. qualidade. conveniência.

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